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Tradição, Cultura e Filantropia Dom
Saul Palma Souto* Todas
as Famílias Dinásticas expressam, de algum modo, um liame entre
Deus e a Humanidade. É a Monarquia Divina se expressando através
de Seus legados neste plano de vida. Por mais significativas que
possam ser as críticas à atuação de alguns soberanos, estes são
sempre uma minoria ante o grande número daqueles que se imortalizaram
pela sabedoria, devotamento e fidelidade a seus povos. Desde o século XVII, quando a História começou a ser vergonhosamente mistificada por muitos “enciclopedistas” e por uma variada gama de “filósofos”, legando-nos um amontoado de distorções e mentiras, que conseguiram projetar até o fundo dos tempos, veio se constituindo uma casta de inimigos da Tradição e de Deus. A conseqüência foi uma desordem psicológica e social, que abalou muitas convicções e perturbou o equilíbrio de muitas pessoas. A própria sacralidade da Família foi posta em dúvida, ou negada, e o resultado foi o sacrifício de muitos sonhos, do equilíbrio e do respeito que deve dirigir as relações humanas. Mas – todos os erros têm um ciclo limitado de vida! E, na segunda metade do século XX, começaram as contestações e a revisão de muitos caminhos! Se houve exageros em alguns momentos, e se o equilíbrio ainda não foi alcançado em todos os segmentos, isto tem uma importância relativa. A eclosão de novas posições, o despertar de muitos para a busca da verdade, a destruição de preconceitos e o distinguir daquilo que é principal e verdadeiro do que é acessório, dispensável ou mentiroso, possibilitou e determinou o surgir de uma nova mentalidade, o perceber de novos horizontes e o buscar de caminhos mais autênticos. Pode-se
dizer que houve um renascimento ideológico e um despertar da
Consciência Ancestral. Velhos estereótipos mergulharam no campo
escuro do esquecimento. O fanatismo cedeu lugar ao equilíbrio. E, a par
de gerações – pais e avós – que haviam preservado sua memória, os
jovens renasceram para o mundo da Tradição, da Cultura e
da Filantropia. E, hoje, são milhares os que se aproximam das
Organizações Tradicionais e se encantam nos caminhos da História, redescobrindo
a Verdade e a Memória Ancestral, e se incorporando nas Instituições
que cumprem o Ministério co-Redentor. Além
desse emocionante quadro de evolução psíquico-social, é igualmente
emocionante observar, com respeito e veneração, aquelas famílias e
instituições que atravessaram os séculos no exercício de um ministério
específico, trabalhando pela preservação de tradições ilustres e
pela promoção dos valores humanos, difundindo conhecimentos e realizando
obras de filantropia. Tudo isto testemunha uma permanente solicitude
pela Humanidade e seu evoluir para o melhor ou, como disse alguém, seu
caminhar para o encontro da Felicidade Perfeita. Olhe-se,
por exemplo, a obra que realiza a Teocracia Ecumênica, herdeira e
sucessora da Teocracia Romano-Bizantina. No domínio da preservação
das tradições, da cultura, na realização da filantropia, no exercício
de um ministério permanente em benefício da inteira Humanidade,
fiel ao caráter universalista e civilizador do Sacro Romano Império,
a Teocracia é o exemplo maior de instituições cuja ação e
trabalho são gratos a Deus e a Seus desígnios. Sob
a superior orientação da Antiqüíssima e Augustíssima Família
Imperial e Real Apostólica dos Romanos, DOMUS AUGUSTA, e com a fidelíssima
cooperação de dezenas de Dinastias oriundas dos soberanos federados e
associados ao Sacro Império, com Suas ilustres instituições
patrimoniais – independente de conotações político-partidárias –
atentas apenas ao caráter espiritual, cultural e filantrópico inerente
à Soberania Dinástica, essas famílias veneráveis realizam um
magnífico e relevante trabalho co-redentor. Seu único objetivo é o crescimento
espiritual da Humanidade. Sem alardes, essas famílias protagonizam um
trabalho de reverência a Seus Ancestrais, e aos ancestrais de todos e de
cada um, valorizando a Família e despertando a consciência de
todos para os valores que iluminam a trajetória da espécie humana,
atenta somente ao ideal redentor que as anima e à Fé que assinala Seu
caminhar no tempo. A
par das Dinastias que a integram, a Teocracia reúne também
Comunidades Eclesiásticas históricas, unidas em torno do Dyarkès
Autokratès e do ideal Sacro Trono Primacial. Entre estas, por
sua fidelidade, distinguem-se as Autocefalias Eclesiásticas
Filo-Cesarienses que, desde 1453, preservam sua unidade em torno de um
Príncipe cuja autoridade deriva do fato, único na História, de
representar o 13º Apóstolo, São Constantino I, o Grande – 1692
anos após sua eleição pela Graça e Vontade de Deus! Pode-se dizer que,
aqui, impera a fidelidade a um valor histórico e teológico, acima e
muito além de interesses materiais. É o benefício
da Fé Perfeita e do Respeito ao Deus Criador e Único. A
mais, outras instituições ilustres e beneméritas, Ordens Eqüestres e
Religiosas, Fraternais. Místicas e Honoríficas, Academias e Institutos
Culturais, tornam vigoroso o trabalho realizado. Importa referir ainda, de
modo especial, as Tradições, ou grupos que perpetuam memórias veneráveis,
e a obra realizada sob o patronato de S.A.R. o Príncipe Teocrático
Dom José Manuel (Q.D.G.), Presidente da Fundação da Teocracia
Ecumênica (ORTHEO). A mão benfeitora do Príncipe derrama milhões
de dons sobre obras filantrópicas, alheia a diferenças raciais ou
religiosas e atenta somente ao bem que realiza. Sua página (www.ordenbonaria.org)
é um testemunho eloqüente de uma obra ímpar. Entende-se,
assim, as palavras que abrem a página da Teocracia:
“O
Capítulo Basilar dá Suas Boas Vindas e agradece sua visita a esse site.
O mundo da Tradição, da Cultura e da Fé se abre ante seus olhos e
convida-o a transitar em seus caminhos. Que sua entrada nesta página seja
o início de uma viagem de descobrimento e encantamento com a História,
de iluminação de sua Consciência Ancestral e de seu compromisso com a
fraternidade universal. Viemos de longe e vamos para o Infinito.“
(www.teocraciaecumenica.org) *
Presidente de Honra do Intituto de História Medieval da Cataluña (Espanha),
Membro de Honra da Academia Heráldica da Colômbia, Catedrático da
Academia Brasileira de Ciências Sociais e Políticas, Professor Convidado
do Curso de Genealogia e Ciências Heróicas da PUCRS, Pro-Patriarca
Ortodoxo.
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